domingo, 20 de março de 2011

Energia Confiável

"Procura-se uma fonte de energia confiável, que mantenha a geladeira funcionando vinte e quatro horas por dia, deixe o escritório refrigerado e garanta a nossa novela das nove. Exige-se que seja segura, não exploda e nem mate de câncer quem mora na vizinhança. É fundamental que não destrua florestas, contamine rios e ameace os pássaros com suas turbinas. Deve manter o ar limpo e não ocupar grandes extensões de terra. E, claro, precisa ser barata e ter boa aparência. Tratar com Deus".
Agostinho Vieira - Coluna Eco- Verde do jornal O Globo de 17/03/2011.

Após ler, na última quinta feira, essa genial e irônica crônica do Agostinho Vieira, fiquei me perguntando: Afinal o que nós queremos?
E a resposta veio rápida: O impossível.
Não sei se notaram, mas parei de apoiar a campanha contra Belo Monte depois que li vários depoimentos de ecologistas dizendo-se a favor dela. Pensei melhor e vi que não há solução melhor para o país, pois é uma "energia limpa, segura e barata". Trará consequências? Sim, como qualquer outra.
O que é melhor? Hidrelétricas ou Usinas Nucleares?
Como diz o jornalista na coluna: "Não existe mundo ideal".
A energia solar e a eólica são sim, soluções a longo prazo. Mas por enquanto, temos que fazer nossas escolhas.
Ninguém quer deixar de ver o jogo pela TV no domingo, ter luz em casa, ter freezer e geladeira cheios de cerveja gelada, entre outros tantos aparelhos elétricos que nos trazem conforto e tornam nossas vidas mais fáceis.
Acho que antes de apoiarmos campanhas contra isso ou aquilo, temos que racionalizar e estudar as possiblidades e viabilidades.
A natureza sempre cobrará seu preço, de uma maneira ou de outra.
Que tal então, começarmos a voltar à idade das cavernas?
Alguém se habilita a abrir mão de seu conforto em prol da natureza e do bem estar da humanidade?
Está aberta a temporada de debates.

32 comentários:

Regina disse...

olá Glorinha! tudo bem?
Essa questão realmente é um assunto pra vários posts!
Todos querem usufruir das riquezas da natureza, mas ninguém quer pensar em preservar ou ainda "reconstruir"
tenha um ótimo domingo
bjs
Regina

Glorinha L de Lion disse...

Oi Regina, esse assunto é sério e dará panos pra manga, né? Muita gente só sabe reclamar sem saber direito de que...temos que começar a procurar saber mais sobre esse assunto e discutir com consciência, beijos, obrigada pelo comentário,

Zélia Guardiano disse...

Glorinha, minha querida
Sou mais pela vida simples, mas tenho consciência de que não há mais como retroceder: o progresso já chegou, trazendo consigo vantagens e desvantagens, como o consumismo desenfreado, entre outra mazelas. Mas , como você diz, está aberta a temporada de debates. O assunto é muito sério!
O bem e o mal andam de mãos dadas... Penso que nada é totalmente bom, nem totalmente ruim. O meio termo é o ideal, mas onde fica o limite?
Só para descontrair:
Li um gibi do Chico Bento, em que, numa das historinhas o nosso caipirinha diz, ao visitar com o primo da cidade, um Shopping Center:
O hómi é gozado, memo: deixa o sorzão briando lá fora e faiz as loja tudo fechada aqui drento: dispois, pricisa acendê as luiz o dia intero...rsrs...[ mais ou menso assim...rsrs... ]
Mas, querida, assim dizia a minha avó: o que já está feito não está por fazer...
Adorei seu post, como sempre!
Importantíssimo!
E necessário!
Beijos, amiga.

manuel marques disse...

Enquanto houver civilização, somos todos espécies ameaçadas,não há outra volta a dar-lhe...

Beijo.

Glorinha L de Lion disse...

Então amiga Zélia, vc é como eu, adoro a simplicidade, viver no meio do mato, sem luzes de neon. Mas é chegado o momento de repensarmos o que queremos e se o que queremos é compatível com a vida que levamos. É muito bonito se dizer "ecologista" e ser um consumidor de tudo o que aparece...Dialéticas da vida, amiga, beijo grande,

Glorinha L de Lion disse...

É isso sim, amigo Manuel. Repensemos nossas vidas!
Beijos,

isa disse...

Glorinha carissima. Em uma sala de aula em Roma ano passado, dentre várias nacionalidades, discutimos sobre este assunto, porque era verão, quente e faltava luz e as pessoas estavam indignadas. Os mais jovens não imaginam a vida sem o conforto, sem a "luz" criada pela tecnologia e disseram conviver em paz com suas usinas nucleares, sem discutir outra opçãoo ou racionamentos, especialmente franceses, alemães, taiwaneses e japoneses que se faziam presentes.
Eu tenho reaprendido a viver de modo mais simples e me preparo para tempos "rústicos" mais saudáveis, de bem com a natureza. Um país como o nosso, com vento e água abundantes... é um crime pensar em energia nuclear, no meu entendimento. O certo é que somos esbanjadores, pródigos em gastar, consumir, inclusive os recursos naturais, que serão cada vez mais escassos, obrigando a natureza a rebelar-se contra nós, cada vez com mais veemência.

Graça Pereira disse...

Minha Querida
É complicado este assunto! Todos querem o seu conforto e o mais que podem fazer é campanha...para os outros! Todos se devem sacrificar ...menos o próprio!!
Por mim...que já experimentei vida no mato( é tão linda a luz do petromax ou até mesmo a do luar...) não me importava de ter uma vida mais simples, só não queria o frio que me tolhe... mas hoje, chegou a Primavera e, talvez uma noite destas...vá dormir para o jardim.!!
Beijocas e boa semana.
Graça

orvalho do ceu disse...

Olá, querida
Vim agora para lhe desejar um dia do blogueiro muito feliz...
Depois passo pro debate, tá???
Bjs dominicais

Beatriz disse...

Oi Glorinha!
Antes de mais nada, o visual do teu blog está demais!!!
Sempre fui contra a construção de grandes usinas hidrelétricas com custo alto e pouca geração de energia, como é o caso de Belo Monte. Ainda acho que as hidrelétricas são uma boa alternativa, já que as energias eólica solar são indicadas para pequenas demandas. Talvez um outro lugar que não o rio Xingú fosse melhor, já que ali vivem muitas populações indígenas que vão sofrer um tremendo impacto!
Beijocas,
Bia

Beth/Lilás disse...

Glorinha, gostei muito do tema ECO que você abordou hoje por aqui e também concordo com o que diz sobre a gente usufruir de todos os benefícios que a geração da energia pelas usinas trazem às pessoas deste nosso século.
Aliás, traz muito mais às cidades que gastam enormemente como S.Paulo, Rio e grandes capitais, deixando pouco favorecidos lá em cima, no norte, onde esta mega usina está sendo idealizada.
E ainda por cima a preocupação quanto às pessoas, a fauna e a flora daquela região onde pretendem implantar a hidrelétrica.
Quando a gente viaja para o lado oeste do Paraná, como Maringá, Londrina, podemos sentir de perto o que a Hidrelétrica de Iaipu fez ao microclima daquela região. Muito quente e quando chove é pesado, preocupante, porque alagar imensas regiões, mudar cursos de rios e um monte de decisões que implicam na implantação desses mega projetos não é coisa para se dizer apenas um sim, concordo plenamente, temos que ver o tamanho da repercussão que isso causará daqui há 10,20, 30 anos.
Eu acho que o terremoto no Japão com o risco atômico, irá fazer com que o mundo repense daqui pra frente a busca agressiva dessas formas de energia e, quem sabe, o tal Protocolo de Kioto agora seja rediscutido e respeitado por todos no planeta.
Eu não quero ser uma eco-chata, mesmo porque não levo jeito para este perfil, continuo, como todos nós, incluída no contexto capitalista, mas preocupada com os caminhos que este louco mundo está nos levando e tenho tentado fazer como o tal beija-flor, levando no bico um pouco do que posso para ajudar a não destruição do nosso amado planetinha, mantendo o que é bom e ajudando a diminuir alguns outros desnecessários.
beijocas cariocas

Glorinha L de Lion disse...

Oi Isa, penso como vc, teremos que repensar nossa vida. Os tempos são de mudanças enormes e ainda mais estão por vir. De nada adianta reclamar sem ter opções a defender. Obrigada Isa por seu comentário, beijos,

Glorinha L de Lion disse...

Amiga Graça, tens toda a razão. é bonito posar de ecologista sem abrir mão de nenhum conforto que a vida nas cidades nos traz. Qual a opção para o tipo de energia de que dispomos? Aí é que se torna difícil a questão. Seria bom se ao defendermos uma opção ou sermos contra outras, termos uma visão abrangente das alternativas que poderíamos usar, pois não? Há muito a ser debatido e refletido nessa questão. Obrigada amiga, Feliz Primavera! beijos,

Glorinha L de Lion disse...

Obrigada Rosélia, nem sabia desse dia! Pra vc tb! beijos,

Glorinha L de Lion disse...

Bia, lendo mais sobre o assunto, entendi que qq tipo de alternativa terá impacto sobre alguém, algum povo ou à natureza Como bem disse o Agostinho: Não existe mundo ideal. O homem não será capaz, por enquanto, de inventar um tipo de energia que não cause nenhum mal. Talvez num futuro longínquo...Vamos refletir sobre isso? beijos,

Glorinha L de Lion disse...

Betita, discordo. Não é a usina que trará pobreza ou mal à região Norte. Eles JÁ vivem mal há muito tempo, talvez a usina traga até algum benefício para os povos daquela região. É ilusão nossa achar que os povos indígenas e os povos do Norte e nordeste são uns inocentes, ingênuos, e que não saibam se defender e precisem de "nós", os "cultos e sábios" senhores das grandes cidades...Muitos índios, inclusive, são riquíssimos donos de usinas de minérios e pedras preciosas.
O que se tem que ver é o que trará menos danos ao meio ambiente e qual o custo x benefício. Se há alternativas possíveis. Dizer simplesmente NÃO à Belo Monte é simplificar demais uma situação muito maior e mais ampla. Há que se discutir, ampliar o debate e propor outras soluções, não acha? Eu tb amo a Natureza, embora não me intitule eco nada. Sou a favor da natureza em princípio, mas reflito, penso, procuro saber mais e, principalmente, se todos são contra tem algo errado e se todos são a favor, tb. Acho que tudo o que é unânime dá pra desconfiar. Beijos, obrigada por ampliar a discussão,

welze disse...

ui. vai dar panos para mangas compridas e bufantes. é uma realidade que muitos de nós, humanos, estão empurrando com a barriga, dizendo que até ficarem velhos e morrerem de morte "natural" ainda estarão à salvo, depois é com a geração futura. que duro, doido e doído ouvir isso, mas é verdade, e vindo de gente que se diz parceiro da vida. que vida será, não? beijos. estou aqui no corredor, ao primeiro chorinho, eu entro com tudo.

Glorinha L de Lion disse...

Pois é queridona, não dá mais pra empurrar com a barriga e fazer pose de eco...tem que arregaçar as mangas e meter bronca, né? Ó morri de rir com vc...tá no corredor? acho que vai acabar sendo a parteira e quem vai cortar o cordão...hehe te adoro amiga! beijos,

lolipop disse...

Glorinha,
Eu acho que é sempre um acto de coragem trazer à tona temas como este, assumindo claramente uma discordância.
Quanto a Belo Monte, eu não tenho um conhecimento que me permita uma opinião definitiva. Li o que a Beth expôs e pareceu-me uma causa justa a campanha que estavam a desenvolver. Confesso que ás vezes é mais fácil seguir aquilo que nos parece ser consensual, mas vc tem razão, em qualquer assunto a unanimidade não é forçosamente sinónimo de razão.
Eu amo e respeito a Natureza, e incomoda-me sobretudo a incivilidade no que diz respeito a isso.
Mas tenho um grande vínculo com a urbanidade, e sei que ela não dispensa o cimento, a energia e a poluição.
Em relação ás energias nucleares, achei curioso que enquanto se espalhava um certo fanatismo em torno do aquecimento global, deixassem calmamente que todos os países prolongassem a vida das suas centrais.
Aqui em Portugal, o nosso PM, chegou a afirmar publicamente que Portugal não tinha que ser notificado de um incidente numa central nuclear Espanhola...

Quanto ao regresso ás cavernas...acha que dá pra levar computador...?

Beijos grandes
Ternuras

Lúcia Soares disse...

"Lúcia, não vou assinar, não. Estou fazendo uma 'pesquisa' sobre o assunto, para não ser simplesmente do contra, mas mais que dizer que não, temos é que EXIGIR que seja feita do modo que causará menos impacto, seja para os 40 mil indígenas da área ou os bilhões (com certeza, pense só num formigueiro, para não dizer de folhas, síntese da vida de cada árvore) de seres vivos que serão afetados por Belo Monte. Aliás, chamar a represa de Belo Monte já é errado, a menos que uma ilha emerja impávida, altiva e natural em meio às águas, e não seja menor que o monte calcáreo de cimento que será a barragem. Seria essa ilha um bom local para fazer um resort, com grandes chances de não faltar luz nunca. Bom lugar para ter uma antena de rádio, um rádio-farol, uma parabólica do Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo, um hospital com tomógrafo, uma tomada pro lap-top... Depois que terminar minha pesquisa, partilhar-a-ei convosco."
Glorinha, essa foi a resposta de um dos meus irmãos,no Facebook, quando fiz a chamada para assinar o protesto contra a usina.
Ele fêz algumas brincadeiras, mas no fundo falou sério.
Concorda com ele? rs
Beijo!

Glorinha L de Lion disse...

O assunto é demasiado complexo Loli, pra simplesmente dizer: sou contra, ou sou a favor!
Há que se levar em conta as opções e alternativas. São viáveis? Se não são, não há o que fazer, a não ser que se viva de acordo com o que se prega. Eu não estou disposta a abrir mão do meu computador e nem voltar para as cavernas....rsrs e acho que se perguntassem às pessoas se abririam mão dessas coisas, certamente diriam que não. Sou contra a energia nuclear, sempre fui. Acho que é extremamente perigosa e o ônus ficará para as gerações futuras. Beijos amiga querida,

Adriana H. Tavares disse...

BoA NOITE!!!
Meu nome é Adriana de Holanda Tavares, criei um blog junto com meu esposo para ajudar pessoas que precisam, maiores informações entra lá: chabebevirtual.blogspot.com precisamos que você contribua, com divulgação ou com um mimo... vai lá, como diz o poeta: FICA SEMPRE UM POUCO DE PERFUME NAS MÃOS DE QUEM OFERECE ROSAS, NAS MÃOS QUE SABEM SER GENEROSAS

ManDrag disse...

Amiga,
Para mim a solução talvez não esteja numa fonte, mas em várias, segundo a fisiologia do lugar e os seus recursos. Para construir um novo mundo temos de deixar de pensar centralizadamente e optar por assumirmos os nossos recursos.

Os grandes monopólios é que pretendem soluções únicas, para as poderem comercializar e continuar ganhando astronómicos lucros.

E se cada um fosse capaz de produzir no seu próprio lar a energia de que necessita, ganhando assim independência desses sanguessugas das fornecedoras de energia?
Creio que o nosso pensamento deve ir mais por aí. E cientificamente é possível! Não é possível levar connosco telefone, internet, televisão, discografia e até a nossa biblioteca no bolso através de todo o tipo de pequenos artefactos electrónicos? Os cientistas sabem até produzir energia eléctrica a partir de tinta de pintar as paredes exteriores das casas. Só que tais recursos "têm" de ser caríssimos. Assim determinam os interesses capitalistas das grandes fornecedoras de energia centralizada.

Eu continuo contra a construção de mega-barragens. E também contra os monopólios capitalistas.

Um abraço

Glorinha L de Lion disse...

Pois é Lúcia, seu irmão teve toda razão em esperar e saber mais. O apressado come cru, já diz aquele velho ditado...beijos,

Glorinha L de Lion disse...

Oi Adriana, prazer, mas vc poderia pelo menos ter lido o que eu escrevi, não concorda? Há certas regrinhas fundamentais da boa convivência, seja no mundo real ou no virtual. No mundo dos blogs tb, assim como aqui fora, a gente se apresenta, fala sobre o assunto do post e depois sim, diz a que veio, se veio para pedir algo ou simplesmente se apresentar. Não estou querendo te dar lição de educação não...mas é assim que se "deve" agir pra se ser aceito no universo blogueiro. Espero que tenha êxito em sua empreitada, abraço,

Glorinha L de Lion disse...

Olá Man Drag, concordo e discordo. Pois certas teorias são lindas no papel e no discurso, mas difíceis de serem implementadas. Acho que até isso acontecer, o que seria o ideal, ainda demora muito...e até lá, qual a opção viável? Desligar todos os aparelhos elétricos? Fazer apagões para economizar energia? Matar metade da humanidade? É complicado caro amigo. O mundo é assim. As grandes corporações é que mandam, e não tem jeito ou ingenuidade, ou ideais que dêem jeito nisso. Claro que todos nós gostaríamos de viver num mundo ideal, sem poluição, sem miséria, sem fome, com igualdade social...mas enquanto isso não acontece, tem que se viver de alguma forma... Obrigada, sua posição só contribui positivamente para o debate, beijos,

Alexandre Mauj Imamura Gonzalez disse...

Gozado que o país que mais critica o Japão por causa das usinas atomicas é a França! Se aqui um quarto da eletricidade vem das usinas nucleares (já foi metade um dia), a França é mais da metade, vai entender....

Falando do post>
Pois é. Fazer o que...
Angra 3 tb será necessária, o Brasil cresce muito rápido, precisa de energia. Tenho medo da Angra 1, que é um cacareco velho que nem a usina de Fukushima (ambas de 71)...


Eu, se pudesse escolher, viveria um racionamento (a gente precisa aprender a viver se luz, porque não?)e tacava areia em cima dessas porcarias. Mas e ai? A gente fica pobre, sem luz e verde ou cresce e amarela de medo? Eu não queria que o Brasil fizesse a Belo Monte, mas... fazer Angra 4 é muito pior.

que dilema...

Glorinha L de Lion disse...

Te confesso Alê que tenho o maior medão de usina nuclear, ainda mais aqui, que duvido que o país esteja preparado para uma tragédia mesmo de pequenas proporções, que dirá imensas, como foi no Japão. Prefiro as hidreléticas, pois nossos recursos hídricos são enormes, desde que sejam estudados os danos ambientais e evitados, se possível. Mas não adianta dizer: sou contra e não oferecer opções. Assim é muito fácil ser contra. Todo mundo sabe que é muito bonito ter um discurso eco, mas não fazer sua parte quando o assunto é economia de gasolina, energia, etc. Eu ficaria sim, algumas horas do dia sem luz, numa boa...Mas é uma escolha que mais dia menos dia teremos que fazer...beijão,

Flávia Furquim disse...

Olá Glorinha! Primeiramente, agradeço por estar seguindo meu blog! Quanto à sua nova opinião sobre a mega-usina, estou com a Beth e o ManDrag. Este discurso de que é a única solução viável pertence aos grandes monopólios, que perderiam sua renda caso as energias solar e eólica(ou outras ainda por se descobrir) fossem implementadas pra valer! Pode até não ser possível num futuro próximo, mas dizem que, além de poder suprir as necessidades de cada casa/prédio, painéis de energia solar poderiam armazenar energia suficiente para que o excedente pudesse ser revendido para a rede pública!
De qualquer modo, o fato de se destruir o ecossistema de uma região não é o único motivo para se evitar uma mega-usina. As alterações climáticas resultantes a longo prazo podem se revelar caóticas (já houve secas aqui no sul justificadas pelo el niño(a), não sei qual, que teria levado a umidade da Amazônia pra outras partes do país, alagando-as, enquanto aqui as lavouras secavam.Tudo está conectado no planeta. O que aconteceria com uma mudança drástica e relativamente rápida no clima de uma região?).Quanto a estas energias só serem possíveis num futuro longínquo, de novo discordo. Há mais de meio século já sabemos como separar o átomo, já tem 40 anos que fomos à Lua, já temos bebês de proveta há vinte e tantos anos. Será que só agora as pessoas pensaram em energia solar? Não acredito.A tecnologia já existe, o problema é que a energia gerada ainda é pequena. Será que leva mais tempo descobrir como maximizar este armazenamento do que levou para realizar outras proezas da ciência? Pra mim, o motivo é que a relação custo-benefício DELES não vale a pena, ainda que fosse inteiramente justificada para a humanidade!E assim, ELES é que nos empurram com a barriga, fazendo discursos pra justificar o injustificável enquanto investem recursos bilionários em algo que já poderia estar se tornando obsoleto (e se investem 30 bilhões de reais, de quanto será o retorno?), adiando e/ou atrasando a pesquisa séria de energias alternativas.
Concordo, não existe mundo ideal, tudo tem prós e contras e não, não andaremos pra trás. Mas será que precisamos mesmo usar toda a energia que usamos? Eu também não sei. Só sei que, enquanto aceitarmos estes discursos manipulados dos monopólios, nada será feito no sentido de evoluir na direção certa.
Ah, não preciso nem dizer, sou ABSOLUTAMENTE CONTRA usinas nucleares.

Abraços,

Flávia

Glorinha L de Lion disse...

Oi Flavia, obrigada por enriquecer o debate. é sempre bom ouvirmos opiniões diferentes das nossas. Olha, não sou CONTRA outras formas de energias alternativas. MUITO PELO CONTRÁRIO! Só que nós precisamos de energia já, ou corremos o risco de sofrermos com novos apagões. O Brasil, apesar de não parecer está crescendo de maneira espantosa e isso demanda energia barata e como nossos recursos hídricos nos favorecem, aí está a solução mais viável. Outra coisa, não ouvi os grandes capitalistas ou li os interessados em que tudo continue assim: Li a opinião do físico Luís Pinguelli Rosa, mestre em energia nuclear e doutor em física, li ecologistas, li doutores da COPPE da UFRJ, portanto não são os grandes industriais ou os grandes monopólios os que li e ouvi, foram opiniões abalizadas de quem entende do assunto e não meros eco chatos (não estou chamando quem não concorda com isso de eco chatos, por favor, me entenda)que acham que ainda cabe esse discurso reacionário e antigo de que a natureza deve ser preservada a todo e qq custo. Amo a natureza, vivo no meio de uma reserva florestal que vem sendo ameaçada todos os dias pela favelização e pelo pouco caso das autoridades. Luto como posso, mas sei de nossas limitações e sei tb da minha incapacidade de saber apresentar opções que substituam às hidrelétricas a curto prazo. Acho que quem é contra alguma coisa tem por obrigação mostrar alternativas. Como não as tenho, não sou mais contra, entende? Adorei ter vc por aqui, obrigada, abraços,

Flávia Furquim disse...

Oi Glorinha, obrigada por me responder!
Compreendo sua postura e acho justa e correta. Tenho certeza de que você defende a natureza tanto quanto eu. Pode parecer estranho hoje, mas essa postura "ecológica" nem sempre foi adotada pela humanidade, que encarava a destruição de uma floresta e a construção de uma cidade como "progresso" e "vitória do homem sobre a natureza". E muitos ainda pensam assim. Tenho certeza de que não é o seu caso!
Sabemos que as pesquisas científicas precisam ser financiadas por quem tem dinheiro, o que não quer dizer que opiniões divergentes não sejam sinceras. É natural que cientistas e ecologistas também tenham suas visões diferenciadas sobre o assunto. Enfim, é o desafio da humanidade chegar a um acordo e superar os possíveis conflitos gerados por opiniões opostas.
Na verdade o que eu defendo é que a busca por essas alternativas sejam uma constante em nossos pensamentos já que, na prática, quem decide o quê será sempre a minoria com poder.
Enquanto nós buscarmos ter uma opinião sobre o assunto, seja ela qual for, estaremos participando, ainda que indiretamente, da construção de nosso futuro e isso é o mais importante!
Obrigada pela introdução da polêmica e a pela oportunidade de nos manifestarmos. São debates assim que promovem nosso crescimento pessoal e conscientização da nossa própria postura.
Desculpe por me alongar tanto!

Abraços,

Flávia

Glorinha L de Lion disse...

Muito bom ter vc por aqui novamente Flavia. É enriquecedor esse debate. Quanto mais melhor. Todos queremos a mesma coisa: preservação, respeito à natureza, mas tb progresso, não a todo custo, mas de maneira respeitosa com seres humanos, animais e florestas. Pensamos iguais, embora em caminhos paralelos...e segundo a matemática os paralelos se encontram no infinito, não é assim? Beijos, obrigada,