Eu, na festa à fantasia de meus filhos, aqui em casa, depois de algumas caipivodkas, dançando sozinha...me diverti muito nessa festa!Minhas asinhas já estavam até meio caídas...
Eu, de Fada Sininho ou Duende Verde, ou Esperança (fiquem à vontade para escolher o que mais se parece com minha fantasia) e minhas sobrinhas de Meninas Super Poderosas e o Burg, marido da morena, posando para a foto.Hoje, lendo o blog da minha querida amiga Cris França, me inspirei a escrever sobre carnaval.
Eu já nasci festeira...adoro a casa cheia de gente, festas, receber amigos. Quando pequena e até casar, adorava carnaval.
Não perdia nenhum baile infantil no Clube do Fluminense e, depois, já na adolescência, ia com a minha turma aos bailes do Clube Militar, acompanhava o Bloco Cardosão, de Laranjeiras (acho que naquela época, só tinha esse), e mesmo sozinha, saía sambando, me esbaldando atrás do bloco...sandálias nas mãos, descalça, cantando e dançando...
Quando ouvia a bateria do bloco, dando as primeiras bumbadas, ninguém me segurava...saía feito louca, ladeira abaixo (minha rua ficava numa ladeira), e acompanhava o bloco Laranjeiras a fora...onde fossem, eu ia junto...
Escolas de Samba, eu adorava...cheguei a ver os desfiles na arquibancada, uma vez, quando ainda eram na Avenida Rio Branco.
E eu tinha um tio que trabalhava num escritório na Rio Branco e todo ano, no carnaval, fazíamos um pequenique no escritório dele, e lá na janela, disputávamos lugar para ver de cima o carnaval passando...nem víamos direito, mas só ouvir o som da bateria tão de perto, nos divertia a valer.
Íamos todos: meus pais, irmãos, tios, primos...era gente que não acabava mais se revezando na janela...coisa dos primórdios do verdadeiro show que são as escolas de samba hoje.
Depois que me casei, levava meus filhos aos bailes infantis, mas eles só queriam brincar no parquinho do clube, enquanto eu, queria sambar, pular, ao som dos samba-enredo.
Fiquei pensando...será que não gosto mesmo de Carnaval, ou será que é porque agora não posso mais me esbaldar como fazia antigamente?
Quando vejo pela TV os blocos de rua voltando com força total... as pessoas com crianças no colo, velhos, jovens, casais...pobres, ricos, negros, brancos, mulatos, índios...reis e rainhas, gays, palhaços...confesso, que lá no fundo, sinto uma invejinha...Festeira do jeito que sou, não se espantem se, dia desses, me virem na TV no meio da multidão, suada e feliz, com minhas asinhas verdes...






























































Banca de Bacalhau - onde compro o melhor e mais grosso bacalhau do país.
Teatro Municipal de São Paulo - foto de Jefferson Pancieri
Estação da Luz - foto de Daigo Oliva -G1















































