terça-feira, 22 de março de 2011

Glorinha Com G

"Ora, meu amigo, a inteligência não é para aqui chamada. Não sou tão inteligente como isso. Tenho é minha própria maneira de ver as coisas, o que provoca amargos de boca a muito boa gente. Essas pessoas acusam-me de passar a vida a trazer à baila assuntos que é melhor deixar quietos. É o que acontece a quem, como eu, pensa pela sua própria cabeça e diz a verdade, mesmo quando é desagradável - regra geral, só arranja inimigos". - Kafka À Beira Mar - Haruki Murakami

Ontem, ao ler esse trecho do livro de Murakami, passei um lápis em volta do parágrafo pensando:
- Essa sou eu. Impressionante, ele me descreveu!
É mais forte que eu. Provocar polêmicas, trazer assuntos que entram em desacordo com o que a maioria das pessoas pensa, ser do "contra", como alguns me chamam.
Mas ao olhar à minha volta vejo pessoas que não conseguem pensar com suas próprias cabeças, chegar a conclusões sobre os assuntos, precisando de um aval, de uma opinião de outro ou outros para então, emitir a sua.
Outro dia, conversando com uma amiga, ela me disse que na minha infância devo ter sido tolhida nas minhas opiniões, que por ter sido a caçula e temporã, talvez não tivesse voz em minha casa, ninguém me ouvisse ou desse importância à minha opinião. Acho que deve haver um fundo de verdade nessa análise que ela fez de mim.
Não me lembro bem de minha infância. Mas me lembro, que desde bem cedo nunca ninguém me obrigou a fazer o que não queria. Sempre tive "quereres". E sempre tive amor próprio. Alguns chamam a isso de egoísmo, eu chamo de gostar de mim em  primeiro lugar.
Mas essa necessidade que tenho de emitir opiniões, muitas vezes contrárias à maioria, não é por ser do contra, mas simplesmente porque fui acostumada a pensar. Talvez, como ela me disse, por não ter podido falar, eu pensava e concluía sozinha...Nada para mim veio mastigado. Tive que romper amarras e pular muros. Não sei se minha infância foi assim. Mas tendo dois irmãos bem mais velhos, filha de pais mais velhos, talvez tenha me sentido sufocada sim, em algum momento. Como não faço terapia, imagino que minha amiga esteja certa e justifico assim meu modo de ser: uma pessoa que contradiz, que tem necessidade de expor o que pensa, mesmo que magoe ou machuque.
Tenho encontrado grandes "donos da verdade" em minha vida. Aqueles que não admitem que os contradigam ou sequer levantam a hipótese de que possam estar errados. Poucos são os que aceitam suas falhas, suas faltas, seus erros e voltam atrás. Poucos, muito poucos são, na verdade, os cordatos e "bonzinhos" que tentam vender aos outros a imagem que fazem de si próprios.
A maioria das pessoas jamais admitiria que pisou na bola, fez besteira, e que muitas vezes é orgulhoso e arrogante. Como eu.
Sei que sou. Luto contra. Mas como disse é mais forte que eu. Às vezes eu mesma fico com uma tremenda raiva por ter dito isso ou aquilo, sem necessidade. Por vezes consigo me segurar, mas aquilo que não falei me envenena a alma, vou ficando com litros de amargor acumulados e aí, acabo ficando com nojo, raiva, sem paciência com o outro. Por que não falei o que desejava ter falado.
E aí é que entra minha escrita. A escrita, por mais contundente que seja, não machuca como as palavras ditas. Prefiro escrever que falar, porque sei o quanto posso ser afiada e cortante quando falo.
Muitas vezes quis ser de outro jeito. Pensar menos. Ouvir mais. Concordar mais. Aceitar mais.
Mas aí, não seria eu. E meu nome não seria Glorinha, com G.

47 comentários:

ju rigoni disse...

Glorinha, gostei muito de ler esse texto. Se me permite, assino embaixo. Costumo dizer (disse-o inclusive num poema) que "se entro na linha, estou à margem... Não sou eu." Devemos ser quem somos ainda que não agrademos a todos. Você está certíssima.

Bjs, querida. Uma boa semana. Inté!

Regina disse...

Olá Glorinha! tudo bem?
Que reflexão e declaração heim! Muitas vezes não conseguimos aceitar que somos dessa forma, que queremos ser lider, e mandar em tudo e em todos! Mas, para você essa reflexão é muito positiva, parece até que faz terapia sim.
abraços
e adoro passar aqui pra um bom café com bolo!!

Glorinha L de Lion disse...

Oi Ju, fico pensando se essa característica é própria dos artistas, escritores, poetas...será?Às vezes penso que sim. Beijos,

Glorinha L de Lion disse...

Mas eu faço, Regina. E faço aqui! Minha escrita é minha terapia, tenho dito isso desde que comecei o blog. Não gosto de posar de boazinha, da que faz tudo certinho, da que está sempre certa, embora por vezes pareça que sim. Meu blog é minha terapia, Regina! Tenho aprendido mais e mais sobre mim aqui, beijos, obrigada pelo comentário!@

♕Miss Cíntia Arruda Leite ღ disse...

Glorinha...
Sabe que eu prefiro uma dura verdade a uma doce mentira. As vezes as pessoas se escondem em capas, fingem ser quem não são, fingem gostar de nós, ou daquilo que fizemos e depois fala de nós pelas costas. Existem também aquelas que simplesmente se calam porque tem medo de dar suas opiniões.
Claro que falar tudo, também deve machucar um pouco, por isso é bom pensarmos antes de falar e saber falar ajuda, né?
Pelos nossos encontros te vejo uma mulher, não só de G maiúsculo, te vejo uma mulher de personalidade, de verdade e admiro isso em você...
mas sabe que se eu lesse esse texto sem te conhecer, teria medo de você.... hahahhaha beijos

chica disse...

Acho que todos temos que ser AUTÊNTICOS , não adianta esconder, mascarar...

Melhor mesmo colocar nossos pensamentos, o que queremos e sabemos bem isso!!!

Estás certa! Não adianta mudar! beijos,tudo de bom,chica

Cucla disse...

As vezes me pego sentindo que precisaria ser menos para agradar ao universo.
Ser menos para que não causasse tanto constrangimento.
Ser menos para que as pessoas realmente gostassem de mim.
Como me amo, acima de tudo, as vezes, e muitas delas, quero ser mais, e nem me justifico por isso.
Simplesmente sou e ponto.
Quer ficar comigo? A opção é sua.
Quer me ouvir? Estou bradando aos quatro ventos.
Agora se quer ser alguém comum, ande de onibus ou no meio de uma multidão, ali é seu lugar.
O lugar de pessoas como nós, é o centro das atenções. Os incomodados é que se retirem....
bjo..

manuela baptista disse...

não queira ser de outro jeito

Glórinha com G!

se não seria geito...

um beijo

manuela

Mais Equilibrio disse...

Glorinha, estou pasma....vc me descreveu por inteira..... apenas escreveu por mim, pois não tenho o dom da escrita como você.
Sou assim mesmo sem tirar nem por.
Masnão que eu seja maldosa, é que não consigo pensar um coisa e falar outra.... então sou sempre a desmancha prazeres. Que pena! Pois no fundo sou uma alma pura e verdadeira!

Bjs
Eliana

Cucchiaio pieno disse...

Uai amiga, quando li o primeiro parágrafo pensei que era teu - hehehe! Verdade!
Pode ser que a tua amiga tenha mesmo razão, mas acho que você é assim por ser inteligente, por estar sempre questionando tudo, por querer sempre a verdade, por gostar de saber a opinião dos outros mesmo quando são diferentes das tuas e principalmente pela tua humildade de saber e assumir os próprios erros!
Bjos
Léia

Glorinha L de Lion disse...

KKKKKKKKKKKK é mesmo Cíntia, já li uma vez num blog que a pessoa tinha medo de mim....hehehe como seu fosse um monstro comedor de gente ou coisa que o valha!
Como já escrevi tantas e tantas vezes aqui: como é difícil ser eu! Vcs nem imaginam como sofro por ser assim do jeito que eu sou. Não é bom não....prefiria ser mais cordial e cordata, mas aí não ia ser eu, né?
Beijos Cíntia, obrigada por não ter "medo" dessa monstra aqui!

Glorinha L de Lion disse...

Oi Chica, mas eu me detesto às vezes, acredita nisso? Pois é assim mesmo que me sinto às vezes...será que vivo numa TPM constante? Ando de mal a pior...sei lá o que tenho...beijos,

Nilce disse...

Eu gosto muito dessa tua autênticidade Glorinha.
Eu também sou bocuda, mas escrever até não consigo porque aí já passou.
Falo na hora mesmo, de frente e também arrumo encrenca por isso.
Aprendi um pouco mais a controlar esse ímpeto de falar a verdade, mas isso me fez ficar mais fechada para a vida e não estou achando graça.
A vida nos exige muito e eu te pergunto: o que seria do vestido se todas usassem calças?
Iguais? Não, isso não. Quem me ama, deve ser como sou.
"Ou me ame, ou me deixe em paz", é o que penso.

Bjs no coração!

Nilce

Glorinha L de Lion disse...

KKKKKKKKKKKKKKKK Adoro ver quem se assume do jeito que é...mas vc ainda é muito novinha Cucla...vai ver que não é bem assim que a banda toca. A gente se aceitar do jeito que é, é complicado demais...e às vezes eu preferia não ser eu, te digo com franqueza, beijos,

Glorinha L de Lion disse...

Manuela, dói sabe? Às vezes dói e muito...vc como artista sabe bem do que falo. Queria tanto ser menos tempestade e mais calmaria...beijos,

Glorinha L de Lion disse...

Oi Eliana, vc gosta de ser assim? No mundo em que a gente vive é ruim ser assim...eu não gosto, muitas vezes de ser eu. Queria ser mais maleável, menos intransigente e principalmente, pensar menos....beijos,

Glorinha L de Lion disse...

Mas Leinha, de que adianta eu saber quais são meus defeitos se não consigo mudá-los? De que adianta assumir meus erros se torno a repetí-los? Ai, às vezes dá um cansaço, pois nem eu me entendo....beijos,

Glorinha L de Lion disse...

Nilcita, sabe de uma coisa? Aqui no blog eu me abro, me questiono, reflito comigo mesma. Se começar a me auto censurar, a achar que não devo escrever isso ou aquilo, que podem levar a mal ou pra algum lado que queiram levar, aí é melhor fechar logo o blog e continuar escrevendo em meus cadernos, só pra mim. Muitas vezes, pessoas me lêem e se reconhecem tb no que escrevo. Acho que acaba se tornando uma terapia em grupo: enorme, abrangente e às vezes incômoda. Não acho que vc deva se modificar por causa de alguns, mas sim se for melhor pra vc, e a não ser que te incomode, como incomoda a mim, muitas vezes, ser do jeito que sou.
Quando escrevo aqui, estou desabafando, por vezes até me esqueço que serei lida por dezenas...O faço por mim e por mais ninguém, preciso disso. Meu blog, como já disse muitas vezes é terapêutico, funciona como uma catarse. Se ajudo outros a se descobrirem tb, isso é consequência involuntária. A princípio, aqui é meu território. Se ajudar outros, ótimo, mas o intuito, primeiro, é ajudar a mim mesma. beijos querida,

Lúcia Soares disse...

Glorinha, já lhe falei mais de uma vez que somos muito parecidas nesse ponto, de falar o que se quer e depois arrepender...
Pessoas assim não são simpáticas, é preciso a gente estar sempre medindo o que falar, não é fácil...
Como não sou artista, não acho que seja "privilégio" deles esse fator.
O que sei é que não sou temperamental, mas não gosto de ser contrariada. Acontece que ninguém deveria ser contrariado, uai! Cada um seria um e que se respeitasse.
Mas falar demais, é como diz o ditado, a gente acaba sem ouvintes...E "se acha" tanto que dá bom dia a cavalo...
Antes eu era tachada de teimosa (Touro...) agora me acho intolerante. Estou com a paciência a zero, contesto tudo e todos! rsrsr
Fui "boazinha" muitos anos, era encolhida, tinha medos demais. Agora já me basto, falo o que penso, mas tenho tendência a ser ríspida, "falei e pronto!" e isso é demais antipático.
Costumo dizer, na hora da raiva, que "comigo, não! Eu sou Lúcia Helena"! rsrs
Beijo!

Calu disse...

Glorinha,
e quem já naõ se arrependeu de um dito_"mau-dito";de um impulso na hora errada, de ser a voz no silêncio da audiência, de opinar quando e onde quiser???
Só os que tem síndrome de manada e que não passaram por estas experiências, mas acredito eu, se róem de vontade.
È venenoso guardar palavras magoadas.Depois gasta-se muito na farmácia.
Vc é o que é e isso é toda a diferença no ser de cada um de nós, para o bem e para o não tão mal assim.
Viva Glorinha com G!
Obs; Estou na expectativa de tua marcação, mas sugiro(rsrsrs): que tal um almoço no Buzin ou no Seven Grill, dia 30/03, ás 13 hs?
Bjkas mil,
Calu

Glorinha L de Lion disse...

Lúcia do céu! O que é isso? Parece que estou me lendo: intolerância, teu nome é Glorinha, muito prazer! kkkkk
Olha, eu não ando me aguentando não, viu? Dá pra gente tirar férias da gente mesma?
Não sei mais o que faço. Arrumo as malas? Vou pra Pasárgada? Ou pra tonga da mironga do cabuletê?
Aff menina, estou há meses numa TPM sem M...ou melhor numa M que faz gosto...será que os amigos continuarão nos amando assim mesmo? Às vezes acho que não há quem aguente...Beijos, ainda bem que a gente tem consciência de que somos insuportáveis...rsrsrs

Glorinha L de Lion disse...

É Calu, o negócio é que digo "mal ditos" o tempo todo...rsrsrs
Ando tão insuportável...será que vc vai gostar de mim quando me conhecer pessoalmente? hehehehe
Vamos sim, vou te mandar um email pra gente combinar melhor, tá? beijos, obrigada pelo "apoio" à monstrinha aqui....

Bordados e Retalhos disse...

Glorinha acho justamente o contrário, vc pensa porque te incentivaram a pensar. Vc fala porque te deram liberdade para dizer o que passava acabeça e o seu coração de criança, adolescente, jovem. Os filhos caçulas acabam tendo esse "direito" mais que os outros (a quem se cobra mais). Amiga, gosto de você porque vc é assim, sincera, verdadeira, pensante. As vezes me deparo aqui ocm assuntos que num primeiro momento nem quero falar e nem sei opinar. Mas depois percebo que esse papel, que você desempenha tão bem , é necessário, saudável e democrático. Continue assim Glorinha, com G maiúsculo, esse é o seu diferencial, isso te faz tão especial.
Bjs

xunandinha disse...

minha amiga, eu também sou um pouco assim, por vezes descarrego e depois me arrependo de ter sido dura de tão verdadeira, por vezes engulo sapos mas chega a uma altura que não dá e tenho que falar,beijinhos

Glorinha L de Lion disse...

Realmente, visto por esse ângulo, Gi, é bem possível mesmo...Talvez vc tenha razão...vou perguntar ao meu irmão como eu era em criança...Se é que ele se lembra...rsrs
Mas lendo seu comentário, fiquei emocionada. Sabe Gi, às vezes sou mal compreendida. E me castigo demais...ao ler que tantos escreveram que tb são assim, vejo que não estou só na multidão...Mas o que me fez enxergar ao ler seu comentário foi que vc não me julga, só me aceita...e isso é o mais difícil...Eu mesma, preciso aprender a não julgar, a ser mais tolerante, comigo e com os outros. Talvez por ser intolerante comigo mesma, não compreenda o outro...Ai amiga, é difícil viver, compartilhar, ser...Ser poeta então, nem te conto...pode parecer metidez, mas não é não, é constatação. Vivo numa turbulência constante, numa dor constante, chega dói o peito, aff! beijo enorme!

Beth/Lilás disse...

Glorinha e pessoal,
Eu não posso opinar muito neste texto, pois sou amiga íntima da escritora em questão, e qualquer coisa que eu disser ficará parecendo crítica ou puxa saquismo, então prefiro falar-lhe ao pé da orelha ou, como irmã mais velha, puxar-lhe as orelhas. haha
Quanto a mim, sinto-me em pleno inferno astral pré aniversário e como não sei falar como você, botar pra fora aqui em palavras, prefiro abster-me e abstrair-me, aliás blogs pra mim são pra isso, abstraio-me das coisas complicadas da vida, lendo lindas poesias como você e outras amigas fazem, textos que falam de coisas boas, pois a vida já anda muito ruim no dia a dia e assim vou levando.
Um remédio bom pra irritação é bater pernas, que tal?!
bjs cariocas

Glorinha L de Lion disse...

Acho que hj estava mesmo precisando bater pernas e comer muito doce...afinal mesmo sem TPM...estou na TPM%#@*&....só pimenta não anda resolvendo muito....rsrs beijos,

LILIANE disse...

Glorinha
é interessante...
você dizendo do seu jeitinho de ser...
mas ao mesmo tempor que você fala o que sente desejo, parece ter uma grande compaixão ou consideração com as pessoas ao seu redor.
é isso mesmo?
será que ser assim é ser autêntico?
ser assim então é bom, né.

não sei, não consigo me achar não.
queria ser falante assim, mas na hora h eu não consigo dizer tudo tudo.
só depois de um tempo, com mais calma.
mas acho que você também é humana por demais, digo por experiencia, porque já me acolheu também.
bom dia pra você, querida Glorinha com "G"

Glorinha L de Lion disse...

Oi Xunandinha...às vezes engolir sapos é sapiência (sem trocadilhos!) hehe beijos,

Glorinha L de Lion disse...

Oi Lili, sei lá o que eu sou...queria eu mesma saber mais sobre mim mesma! Sou uma metamorfose ambulante como dizia o Raul! beijos,

Élys disse...

Todos temos erros e acertos. Temos que ser nós mesmos. Aquilo que não gostamos em nós, se der para mudar, ótimo, se não, vamos vivendo sem nos preocupar esperando outro momento. Se existem críticas, não se magoe, só atiram pedras em que dá bons frutos.
Beijos.

Glorinha L de Lion disse...

Nada como um gentleman pra dizer a palavra certa! Mas eu sou a primeira a tirar pedras em mim mesma, amigo Élys! Isso é que tenho que melhorar....beijos,

Manuela Freitas disse...

OLá querida Glorinha,
Gostei muito do teu texto!
Isto de ser do contra bem na sequência de se terem ideias próprias e é uma consequência natural de as exprimir com frontalidade, sem aquela auto-censura que muitos usam de ser bem aceite ou não, ou ficar de um lado conveniente ou não...
Penso que isso é uma característica inata e que não é relevante da pessoa «a priori» querer estar sempre no campo oposto!
Beijinhos,
Manu

Glorinha L de Lion disse...

Manu, até agora não cheguei à nenhuma conclusão: não sei se nasci assim, ou se fui moldada para ser assim, uma consequência de toda uma gama de coisas juntas e misturadas que formam nossa personalidade. Só sei que venho tentando entender-me, nem sempre a contento, mas vou tentando, beijos querida amiga,

lolipop disse...

Não muda, não Glorinha!
Eu gosto de vc assim com G...!!!
E muito.

Beijos e ternuras

Sabe que adorei ouvir falar aqui de Murakami!!

Glorinha L de Lion disse...

Loli querida. Teu amigo tem me feito pensar um bocado....obrigada amiga, mas ando tão perdida....beijos,

Malu Machado disse...

Glorinha com G é muito especial. Ser autêntico e sincero é um privilégio, uma qualidade. Prefiro pessoas assim.

Um beijo grande,

Alexandre Mauj Imamura Gonzalez disse...

Opinião própria é complicado.
é igual carregar uma sacolona, mtas vezes pesa na mão, machuca...tem gente que prefere não ter nenhuma sacola dessas mas tb chega em casa sempre de mãos vazias não é?

Pedir aval pros outros é fácil, já que atribuirei ao outro o fracasso do que fiz, caso tudo dê errado... jogo a responsabilidade da minha vida na mão alheia.

a única coisa que me incomoda na opinião do outro é aquela opinião burra, sem pensar, pré-fabricada... essa sim eu acho bem negativa. as opiniões bem pensadas sempre são bem vindas, mesmo que totalmente discordantes, sempre é bom aprender a olhar tudo através de um novo olhar. e percebi uma coisa: a opinião mexe mto com quem a ouve, pela vaidade pessoal... nego tenta brecar sua opinião pra vc não parecer mais inteligente que ele, rs.


Haruki Murakami é aqui chamado de quebra-cabeças... por mexer com quem lê, faz uma critica social bem forte. gosto mto tb.

bjs

Glorinha L de Lion disse...

Malu, te digo com toda sinceridade: eu também. Pois já sabemos de antemão com quem estamos lidando, mas nem todo mundo pensa assim. Tem quem prefira os puxa sacos, os maria vai com as outras, os vazios, que não têm ideias próprias. Concorda com eles? Aí passa a ser a melhor pessoa do mundo. Discorda deles? Já pro limbo....Mentiras sinceras, como dizia o Cazuza...Seres humanos são complicados, eu, inclusive....beijos,

Glorinha L de Lion disse...

Alê, adoro tuas metáforas! Você é ótimo nas imagens que faz das suas ideias. Sacolona vazia é muito mais fácil de carregar né? hehehe Nunca serei uma sacolona vazia, às vezes pelo fato de estar sempre tão cheia e "carregada" dê uns encontrões em quem estiver na minha frente...isso incomoda! E como! Verdade isso que fala sobre as opiniões que tentam brecar a opinião alheia pra não pensarem que o outro é mais inteligente ou melhor informado que ele...acontece que tem gente que é mais inteligente e bem informado que a gente mesmo. E ponto! Mas isso cutuca as auto estimas lá dentro.... Tb adoro debates e polêmicas, respeitosas e em alto nível. Agora, falar de mim pelas costas, incitar gente para agredir, a mim ou a meus amigos, isso não perdôo. Viro bicho! Sou uma verdadeira leoa nessas horas! Ah! E odeio injustiças! Beijão meu querido, como sempre, vc deixa a blogosfera mais luxuosa intelectualmente!

URBAN.GO disse...

Também gosto mais de escrever do que de falar. Aliás muitas pessoas que não me conhecem bem dizem que eu sou muito calado. Sorrio-lhes e lembro-lhes que deus deu-nos "uma" boca e "DOIS" ouvidos, e por certo isso foi por alguma razão! rsrrsrsrsss
Bjs, fica(fiquem!!) bem.

Glorinha L de Lion disse...

Oi Urbano, por isso tenho DEZ dedos....pra escrever com eles e ficar de boca fechada....rsrs obrigada, beijos,

pensandoemfamilia disse...

Oi Glorinha
Acho ótimo ser eu mesma, ter opiniões próprias, mas não gosto de me sentir dona da verdade e às vezes por ser muito incisiva nas minhas opiniões passo uma imagem deturpada e isto eu não gosto e tento suavizar este aspecto. Enfim, procuro mudar o que eu não gosto em mim mesma. Mas esta sou eu, cada um faz suas próprias escolhas, não é mesmo?
bjs

Glorinha L de Lion disse...

Engraçado Norma, tb sou assim, mas vc não me passou essa ideia quando te conheci....disfarçou bem....ou se controlou? É bem melhor quando a gente consegue se conter, né? Eu não consigo, por mais que tente...só às vezes, muito raramente....beijos, obrigada por compartilhar e se abrir,

Taia Assunção disse...

Ser o dono da verdade sempre não está com nada. É difícil entrar num consenso quando se pensa, mais fácil é ficar do lado dos cordeiros. Dá muito menos trabalho e dor de cabeça. Gosto de fazer uma linha 'boa moça' em alguns assuntos, mas para outros sou completamente 'do contra' e isso é como se fosse um ataque ao outro, quando na verdade trata-se apenas de um ponto de vista diferente. Mas agora me diga: querias ter quatro filhotes??? Valei-me! Rsrsrsrs. Beijocas queridona.

Socorro Melo disse...

Oi, Glorinha!

Tenho grande admiração pelas pessoas autênticas. Penso que devemos ser verdadeiros mesmo, ser o que somos, como somos. A maioria prefere o fingimento,pois, a verdade incomoda, né? Mas, é só cuidarmos para não sermos indelicados, e agirmos conforme a nossa natureza. Grande reflexão.

Desejo-lhe grande paz.
Socorro Melo

pensandoemfamilia disse...

Oi Glorinha
Acho que passei para você o que sou e descreveu bem após nosso encontro: doce e firme, É a firmeza que passa algo um tanto autoritário, que não gosto.
bjs