domingo, 13 de setembro de 2009

Para Sempre


Tela de Mary Cassat - Mãe e Filho


Lendo o blog de uma nova amiga, o Bordados e Retalhos, li um texto que ela escreveu falando da falta que sente de sua mãe e, me emocionei ao lembrar da minha, que também já se foi.
Por isso, resolvi colocar nesse post, um poema de Carlos Drummond de Andrade muito lindo e de uma grande delicadeza, sobre esse tema.


Para Sempre

Por que Deus permite
que as mães vão-se embora?
Mãe não tem limite
é tempo sem hora,
luz que não se apaga
quando sopra o vento
e chuva desaba,
veludo escondido
na pele enrugada,
água pura, ar puro,
puro pensamento.
Morrer acontece
com o que é breve e passa
sem deixar vestígio.
Mãe, na sua graça,
é eternidade.
Por que Deus se lembra
-mistério profundo-
de tirá-la um dia?
fosse eu Rei do Mundo,
baixava uma lei:
Mãe não morre nunca,
mãe ficará sempre
junto de seu filho
e ele, velho embora,
será pequenino
feito grão de milho.


Um lindo domingo a todas as mães que, como eu, ainda estão por aqui e para as que já se foram, minha homenagem.

3 comentários:

Isa Lourenço disse...

LINDO!!!!

Bjocas

Bordados e Retalhos disse...

Glorinha, obrigada pela visita e pela referência ao meu blog. O poema do Drummond é realmente inspirador. Bjs
Giovanna

Vivi disse...

Oi Glorinha....
Esse poema é muitoooo lindo mesmo!!!! eu lembrava dele mas havia esquecido o autor...( fator idade!!!! e com ele vêem os esquecimentos...rsrs) adorei vc ter colocado...e reavivou minha memória qto ao seu autor!!!!
Agradeço todos os dias a Deus por aind me proporcionar a presença de minha mãe conosco!!!!
Linda sua homenagem!!!! adorei !!!!
quer ver minha lindinha...meu porto-seguro??? dá uma "fuçadinha" lá no meu blog...será um prazer!!!!!
é...realmente ( mudando de assunto)....concordo com vc... agente vê cada "peça" por aqui mesmo!!!! mas deixemos pra lá!!! ok amiga!!!!
bjs