terça-feira, 27 de outubro de 2009

Assim Caminha a Humanidade...

Dresden arrasada - vista da Frauenkirche ( a Catedral de Dresden )
Zwinger Palace

Ponte August sobre o Rio Elba


Frauenkirche reconstruída - notem as pedras escuras, são as que sobraram das originais


Uma coisa que me impressionou muito nestes últimos tempos, foi o que fiquei sabendo sobre a cidade de Dresden, na Alemanha.
Muitos fatos que ocorreram durante a Segunda Guerra, foram pouco divulgados ou omitidos, propositalmente.
Não sei como é na Europa, acho que os povos dos países envolvidos diretamente na guerra devem conhecer os fatos, mas confesso que nunca tinha ouvido ou lido algo sobre o assunto.
Dresden era considerada a Florença do Elba, era a capital barroca da Alemanha, pelo seu esplendor artístico e cultural, enfim, uma cidade linda...
Pois bem, Dresden foi bombardeada pelos aliados ( RAF e Força Aérea Americana ), a 3 meses do final da guerra, de maneira a arrasar a cidade, não restando pedra sobre pedra.
O objetivo, segundo os aliados era destruir a cidade, pois esta possuía importantes alvos militares e industriais.
Dresden e sua população foram bombardeadas por 3 dias por 1.300 bombardeiros e mais de 3.900 toneladas de bombas de fósforo, bombas essas que foram "banidas" pela Convenção de Genebra, tendo a cidade ardido em chamas, durante mais de uma semana...
Dizem que essas bombas "banidas" foram usadas recentemente, contra a Faixa de Gaza, pelos israelenses e no Iraque, pelos americanos...
Depois de muitas pesquisas e discussões, chegou-se à conclusão que os ataques aliados a Dresden foram desproporcionais aos ganhos militares que geraram. Nestes bombardeios cerca de 50.000 pessoas morreram.
Os bombardeios a Dresden continuam sendo um dos piores capítulos desse horror que foi a Segunda Guerra, e um dos piores exemplos de sofrimento, inflingido a uma população civil em todos os tempos.
Mas, como podem ver, Dresden renasceu das cinzas...é uma cidade lindíssima, mas em alguns lugares ainda hoje, há marcas dos bombardeios. Cicatrizes da cidade...o que dizer então das cicatrizes nas almas?
Admiro demais os europeus pela sua capacidade de reconstrução, pela sua coragem e heroísmo individual.
Tomara que esse crescimento do neo fascismo na Europa, não faça renascer das cinzas, outra vez, o que de pior o homem tem dentro de si.
"Aqueles que não podem lembrar o passado estão condenados a repeti-lo"
George Santayana - filósofo espanhol











6 comentários:

welze disse...

bom saber da sua secretária. fico feliz. Mas que mixórdia fizeram no mundo todo.Até quando teremos essas notícias, antes não noticiadas. até quando outras partes do mundo terão que ser Fênixe renascerem das cinzas. Chegará um tempo, em que varrerão as tais cinzas para baixo de algum tapete e aí não veremos mais nada. Que pena. Tenha uma boa tarde, querida

Claudia Bins (Cacau) disse...

Nossa, não tinha idéia sobre isso... impressionante! Muito bom post, Glorinha, parabéns!

Beijo grande,

Claudia

Gina disse...

Se for pela natureza humana, infelizmente, as barbaridades se repetem, de uma forma diferente. Há quem queira negar a existência do holocausto...
Apesar de tudo, sou otimista no sentido de acreditar que o pior já passou, que já chegamos no fundo do poço e que a humanidade, embora tropece, tende a melhorar. Utopia? Talvez!
Realmente, vemos na Europa uma incrível capacidade de recuperação, assim como no Japão.
Bjs.

Silvana disse...

Oi Glorinha!

Que post lindo!

Eu conheço Dresden, onde fui a passeio, e é lindíssima realmente. O difícil mesmo foi conseguir ver um alemão sorridente! Menina, como são sisudos - isso impressiona!

A capacidade de reconstrução dos europeus é grande, mas se deve tb a séculos e séculos de guerras que tiveram. Souberam se refazer.

Olha, pude morar um tempo na Europa bem antes da atual xenofobia e posso lhe afiançar: isso sempre existiu por lá.

O que ocorre é que antes eles precisavam dos nossos serviços de subalternos e hoje essas vagas são destinadas à população local ou população migratória européia mesmo (Polônia, Ucrânia, etc).

Quase todos os europeus são extremamente racistas, algo que só se percebe morando lá, mas uns te recebem muito bem pois sabem das divisas do turismo. Os franceses foram os mais grossos, dividindo o posto com honra com a Itália e a Espanha. Os mais gentis estão nos países nórdicos e os que disfarçam melhor o inconveniente são os ingleses.

Como agora o bicho está pegando por lá com a crise econômica, estão extravasando toda a xenofobia que já estava intrínseca nas famílias, que eram comentadas em casa mas não externadas.

Mas não posso deixar de fazer um "mea culpa": muitos brasileiros me envergonharam por lá...

Faziam festas até amanhecer com som alto e gritaria, não reciclavam lixo, não respeitavam regras de condomínio, muitas mulheres eram vulgares, assaltos com partícepes daqui... Olha, muita baixaria mesmo!

Agora vc junta tudo isso + crise econômica + desemprego local = xenofobia!

Muitos brasileiros deveriam fazer curso intensivo antes de decidir morar no exterior...rs

Beijooooooooo

Reino da Fantasia disse...

A DE ensina-me que estas mortes são expiações coletivas,mas nem por isto nos impede de ficarmos estarrecidos.A beleza jamais será a mesma porque passará sempre os traços da dor.Obrigada por este texto maravilhoso.bjs

Paula Pacheco disse...

Não conhecia essa historia...adorei saber, renascer das cinzas e ficar melhor aind, só poucos paises mesmo.
bjs
Paula